segunda-feira, 30 de janeiro de 2017

Resenha: A Rosa e o Florete - de Mariana Pacheco

A Rosa e o Florete
Mariana Pacheco
Editora Talentos Da Literatura Brasileira

Sinopse
Entre duelos de espada e bailes de máscaras no suntuoso palácio de Versalhes e os gritos rebeldes e novos ideais de Paris, Guilhermina D'anjour irá moldar sua juventude como comandante da guarda real, uma herança de família que a tornará uma contradição entre as mulheres da corte a que deveria pertencer.
O povo se arma, e, entre os preparativos da revolução, ela se descobre mais longe da monarquia do que pensava. Acende, nos soldados da guarda, a chama dos ideais inspirados em Rousseau e desafia o governo, mas, além das lutas que trava com seu florete, terá que lutar com seu coração, que também foi incendiado por um amor que deve confundir seus sentimentos e desafiar seu comando tão firme.
Entre um governo irresponsável e um povo saturado, entre Versalhes e Paris, entre os sonhos e a realidade, a ordem e a revolução, Guilhermina sempre esteve entre dois mundos.

Resenha

Ultimamente os romances de época tem ganhado bastante destaque na literatura, porém a maioria está voltado para um romance mais sensual e não explora muito os problemas da época o que acabam me desmotivando a ler. Quando a nossa parceira Novo Século enviou o exemplar desse livro fiquei bastante receosa em encontrar os mesmos clichês que citei acima e acabei demorando um pouco a iniciar a leitura, mas quando comecei fui surpreendida, pois o romance aqui não é o foco e quando ele acontece a autora é sutil e sem erotismo. Através de uma narrativa envolvente o leitor consegue ler rapidamente mesmo sendo um livro de 414 páginas.

O livro é narrado em terceira pessoa e o narrador só é revelado mais para o final da leitura. O leitor vai acompanhar a vida de Mirna desde seu nascimento pegando o período de 1763 a 1823 na França. Mirna é filha do capitão da guarda e sempre treinou a filha para ocupar seu lugar e essa foi a parte que mais me incomodou pois Mirna conseguiu ser comandante da guarda real na adolescência, me pareceu pouco provável que algo do tipo pudesse acontecer, não só naquela época quanto até nos dias atuais, porém de acordo com a autora após muitas pesquisas era possível na época sim.

Mirna se vê aos 15 anos tendo que ser adulta e aguentar o peso da responsabilidade, o que a deixa cada dia mais forte para enfrentar os tormentos de uma revolução, permanecendo ao lado do povo na Revolução Francesa, mesmo indo contra ao seu posto na guarda real.
"Ela se tornaria revolucionária, para tornar realidade o que realmente poderia ser bom e correto pra quem era oprimido pelo poder da coroa."
O livro me provocou alguns momentos de aperto no coração e tive que me segurar para conter o choro dentro do ônibus.

Não vou me estender muito pois, creio que eu possa acabar falando mais do que devo, então gostaria de recomendar a leitura a todos que gostem de livros históricos e drama, principalmente quem não espera grande foco em romance.







9 comentários:

  1. Olá, tudo bem?
    O livro parece bem interessante, mas a resenha não me convenceu se eu deveria ou não ler.
    Um beijo.

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  2. Te compreendo, essa onde de romance de época nesse estilo atual não é muito comigo sabe? até acho bacana pra quem gosta mas eu dispenso. Quanto a obra parece boa, gosto dessas reflexões, me deixam mais intrigada a ler. Eu acho que ela pode ter se tornado guarda jovem sim, mas por ser mulher e pela época ai sim seria improvavel.

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  3. Oie tudo bem? Sou novata nessa coisa de romance de época, mas confesso que gosto do foco no romance e cenas sensuais kkk nem sempre, claro, mas gosto.

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  4. Gosto bastante de romances de época, só não gosto quando eles ficam românticos demais, com historinhas de amor e casais e problemas que os separam e reconciliações e... ah, o clichê! Mas achei bem interessante mesmo esse livro. Parece que ele não cai nessa mesmice, e isso super me animou a lê-lo um dia.

    ;*

    P.S.: Era possível ser comandante da guarda aos 15 anos, sim. A infância/adolescência é uma invenção do século XX. Antes disso, não havia muita distinção entre as tarefas de um adulto pras de uma criança. O único porém é se ela atingiria tal posição sendo mulher. Aí, acho difícil.

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  5. Oie
    Amo romance de época, clichê ou não, eu amo.
    Ainda não conhecia esse livro e pelas suas impressões acredito que irei gostar, mesmo o romance não sendo muito presente.
    Dica anotada
    Bjo

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  6. E, esse me parece ser uma boa história... Ando saturada de ver tanto romance de época meloso pipocando por aí... Já que esse não tem foco em romance, pode ser que eu dê uma chance de leitura...
    Bjs...

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  7. Oi, tudo bem?
    Tenho uma amiga que realmente AMA romances de época, até tenho vontade de ler pq tenho visto que ultimamente eles têm chamado muita atenção.
    Gostei muito da sua resenha, só que não me interessei tanto pelo livro e te compreendo quando temos que nos segurar para não chorar enquanto lemos em locais públicos.
    Beijos, Larissa (laoliphant.com.br)

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  8. Olá,

    Tenho visto muitos comentários positivos desse livro e com certeza vou adquirir um exemplar. Adorei a ambientação e principalmente a temática da obra.

    Abraços,
    Cá Entre Nós

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  9. 'porém a maioria está voltado para um romance mais sensual e não explora muito os problemas da época o que acabam me desmotivando a ler.' disse tudo, colega. fora que a maioria conta ames a história, impressionante como falta de criatividade vende. Eu gostei de sua resenha e me interessei pelo livro, vou procurar para ler.

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Bjão
Equipe Cia do Leitor