quarta-feira, 11 de outubro de 2017

Resenha: A Providência do Fogo - de Brian Staveley

A Providência do Fogo
As Crônicas do Trono de Pedra Bruta - Livro 2
Brian Staveley
Editora Novo Século

Sinopse: A temível conspiração para destruir a família que governa o Império Annuriano está longe de terminar. Após descobrir a identidade do assassino de seu pai, Adare foge do Palácio da Alvorada em busca de improváveis aliados para confrontar o golpe contra sua família. A jovem, porém, criada em meio a confortos palacianos, parece completamente despreparada para os implacáveis perigos à espreita. E como esconder de todos seus olhos tocados pelo fogo, imediatamente reconhecíveis? Enquanto isso, Valyn e sua facção, agora membros renegados da maior elite de combate do Império, recebem a missão de escoltar o imperador Kaden até os kenta, os misteriosos portões que conduzem a qualquer parte de Annur. Em seu encalço, uma facção kettral – não uma qualquer, mas a melhor de todas – destinada a caçá-los. Em seu caminho, os urghuls, hordas bárbaras que vivem nas fronteiras do Império e cujas hediondas histórias de sacrifício ao deus da Dor são dignas de provocar os pesadelos mais assustadores. Contudo, há presságios de intrigas e traições ocultas que prometem ser ainda piores. Mantendo o ritmo alucinante e imaginação única que conquistaram uma legião de leitores com O imperador das lâminas, Brian Staveley nos providencia uma sequência tão intensa e vigorosa quanto o fogo.
Resenha
Livro cedido de cortesia pela Editora Novo Século para resenha.
A estória desse livro já se inicia imediatamente após os eventos do final do primeiro livro, sem saltos no tempo, graças à Deus. Kaden e Valyn, assim como a facção do mesmo, estão literalmente em fuga. Após terem sobrevivo ao atentado ao mosteiro, eles agora estão se locomovendo da forma mais discreta possível, tentando se afastar ao máximo do mosteiro. A guarda continua na região caçando-os e, ainda mais importante, Valyn sabe que muito em breve os Kettral irão aparecer, já que ele é oficialmente um traidor. E sua maior preocupação é que seja a fação do lendário Flea que vá caçá-los.
- Por quê? - Sioan indagou, sem saber ao certo se as lágrimas em seus olhos eram pelos cidadãos gritando sem serem ouvidos nas casas lá embaixo ou por seus filhos, olhando, horrorizados, para as chamas distantes. - Por que eles precisam ver isso?
- Um dia, o Império será deles.
- Para governar, pra proteger, não para destruir!
Ele continuou a segurar a mão da esposa, mas não desviou o olhar das crianças.
- Eles não estarão prontos para governá-lo - disse, os olhos silenciosos como as estrelas - até que estejam dispostos a vê-lo queimar.
Kalyn quer seguir imediatamente para Annur, para coroar o Kaden como imperador de uma vez por todas. Kaden, por sua vez, sabe que a conspiração vai muito além de alguns traidores. Afinal, os Csestriim estão envolvidos nessa conspiração e não há como saber quais são suas verdadeiras intenções. O máximo que Kaden pode fazer é tentar se preparar de todas as formas para um eventual confronto. E para tal, primeiramente, ele precisa de conhecimento, de informações. E é aí que entra os monges Ishien, uma ramificação, por assim dizer, dos monges Shin, que criaram Kaden. Mas embora, em algum momento do passado, as duas ordem tenham sido somente uma, os Ishien diferem muito dos Shin. Eles são praticamente guerreiros que caçam os Csestriim. E é por isso que Tan é contra esse plano, ele considera isso um risco, que talvez nem vá gerar algum benefício. 
O passado é um sonho. O futuro é um sonho. Há somente o agora.
Mas por mais que Valyn e Tan sejam contra, fica decido que Kaden irá juntamente com Tan até essa antiga ordem, que por sinal é a antiga ordem a qual Tan pertencia. Mas somente os dois poderão ir até a ordem, isso porque a forma mais rápida e “segura” de chegar lá é através de um kenta que fica próximo ao local onde eles estão, em algum lugar nas montanhas. Valyn deverá então se encontrar com Kaden em Annur. Mas como planos são feitos apenas para que dê tudo errado, a separação dos dois não é tão fácil como eles desejavam. Mas no fim cada um acaba seguindo o seu caminho, caminhos esses que não serão nada fáceis. Kaden e Valyn vão descobrir rapidamente que não é tão fácil assim chegar a Annur, a jornada deles será longa e sangrenta, e o que não faltará são inimigos durante todo o percurso.
O fio da esperança é mais afiado que o aço. Querer é não ter. Importar-se é morrer.
E enquanto isso, em Annur, Adare começa a armar o seu próprio jogo para derrubar o assassino do seu pai. Infelizmente para ela, a única forma de talvez conseguir esse feito é com a ajuda dos Filhos da Chama, o exército particular da Igreja de Intarra. Aquela mesma que ela aleijou no final do primeiro livro, primeiramente matando o seu líder e depois dissolvendo os Filhos através de leis. Como o mundo dá voltas…. E agora Adare tem o plano de fugir sorrateiramente do castelo, se infiltrar disfarçada entre seguidores da igreja em uma peregrinação em direção à cidade de Olson, onde ela acredita que os Filhos estão se reunindo em segredo. Se tudo isso der certo e ela conseguir chegar na cidade, ela ainda terá de alguma forma convencer os Filhos e demais devotos de Intarra a não só não matá-la, como também se unirem com ela para derrubar o exército do Norte. 
Quanto mais morto um homem fica, mais honesto ele se torna. Mentiras são um vício dos vivos.
Os destinos desses 3 irmãos irão se separar e se encontrar ao longo dessas páginas, cada um seguindo o seu próprio caminho, lutando suas próprias batalhas. Para Adare, Kaden está morto e Valyn é supostamente um traidor. Após se separarem, Valyn e Kaden, um não sabem sequer se o outro está vivo. Tão pouco sabem o destino de Adare, se está viva, se é prisioneira, se faz parte da conspiração. Uma guerra está se levantando, uma guerra que vai muito além do Trono de Pedra Bruta. A morte do imperador foi só o início, nem todos os jogadores estão claros, assim como suas intenções. Não dá para literalmente confiar em ninguém. Cada um conta a sua própria versão da história, alegadamente aliados.
As pessoas matam pelo poder, matam para manter o poder e matam se pensarem que é possível perdê-lo, o que é muito frequente.
A narrativa desse livro mais uma vez se desenrola de forma primorosa. O livro é grande, mas acabei lendo muito mais rápido que o meu último livro, que tinha apenas 200 páginas. O autor consegue te prender na estória de uma forma incrível e surpreendente, você simplesmente devora as páginas sem notar a passagem do tempo. Isso sem falar na estória em si! A cada vez que eu pensava que sabia o que estava acontecendo, vinha o auto, puxava o meu tapete e eu me estabacava ao som de Sweet Dreams. O primeiro livro foi só a ponta do iceberg, o universo desse livro é extremamente rico, temos várias novas informações nesse livro, assim como fatos citados no primeiro são aprofundados. Ficamos sabendo muito mais sobre os Csestriim, mas além deles, também descobrimos e redescobrimos outros seres e povos, desde Deuses até feiticeiros enlouquecidos.

Como já tinha imaginado anteriormente, a Adere teve muito mais destaque nesse livro, a personagem é muito mais desenvolvida dessa vez. Já Kaden e Valyn mantiveram suas personalidades, por assim dizer. Ainda não tenho uma opinião formada sobre a Adare, assim como alguns outros personagens que surgiram ao longo desse livro, mas continuei amando os personagens aos quais eu já tinha me apegado no primeiro livro: Valyn, Kaden, a facção do Valyn, etc.
Frequentemente, não há nenhum caminho bom. Isso não significa que não devemos andar.
Conforme o fim do livro se aproximava, outra vez fiquei com aquela misto de “preciso saber o que vai acontecer”, com “estou com medo de descobrir o que vai acontecer” e com “se eu ler muito rápido, o livro já vai terminar”. No fim eu acabei devorando mesmo, hahahaha. A edição do livro também está ótima, a capa mais uma vez é linda e está diretamente interligada à fatos da da estória. O fato de eu ter devorado o livro, muito se deve ao papel utilizado, um papel amarelado e grosso, que em nenhum momento tornou a leitura cansativa.

Amei o livro do início ao fim e o favoritei sem dó. Não tenho dúvidas quando recomendo essa saga, e como recomendo. Já fiz vários amigos lerem, e assim como eu, todos amaram a estória. A Novo Século realmente arrasou ao publicar essa série por aqui. Se você gosta de uma excelente estória, principalmente se você for fã de literatura épica, não deixe de ler, pois você com certeza irá amar!

Classificação



Sobre o autor

Depois de ensinar literatura, filosofia, história e religião por mais de uma década, BRIAN STAVELEY começou a escrever fantasia épica. Seu primeiro livro, O Imperador das lâminas, é o início de sua série As Crônicas do Trono de Pedra Bruta .
Ele vive em uma estrada íngreme de terra nas montanhas do sul de Vermont, onde divide seu tempo entre a paternidade, a escrita, o casamento, cortar lenha, esquiar e descobrir novas aventuras, não necessariamente nessa ordem. Brian pode ser encontrado no Twitter, Facebook e Google+.






4 comentários:

  1. Olá! Tudo bom?
    Não conhecia o livro, e como não li o primeiro, sinto que descobri algo a ais kkk, mas ainda assim fiquei curiosa e anotei o nome da série, pois faz meu estilo literário, curto esse gênero.
    beijos, Joyce de Freitas.

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  2. Oie!

    Gostei da dica! Irei atrás para saber mais sobre o primeiro livro e quantos compõe a série, e espero gostar da leitura como você, até porque a proposta da obra é bem meu gênero literário!

    BJss

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  3. Finalmente uma resenha desse livro! Eu estava curiosa com a obra, mas ranceosa, por já ser o segundo volume. É bem o estilo qie AMO e a paixão que você passou em sua resenha, me fez ter certeza de que quero conferir esses livros! Parabéns pelas resenhas!

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Bjão
Equipe Cia do Leitor