domingo, 31 de dezembro de 2017

Resenha: Dumplin - de Julie Murphy

Olá Amigos do blog!

Estou festejando mais uma leitura finalizada em 2017, um delicioso e reflexivo livro. Recebi de parceria com a Editora Valentina  o livro Dumplin de Julie Murphy, estava ansiosa pra conhecer a personagens que viria a me ensinar muito mais que superar os problemas, mas a enxergar a vida com outras perspectivas... Apenas leia a resenha e saberás do que estou falando. 

Dumplin
livro # 1
Páginas: 336
Editora: Valentina

Cresça e apareça. Faça e aconteça!
Sinopse:

Especialmente para os fãs de John Green e Rainbow Rowell, apresentamos uma destemida heroína e sua inesquecível história sobre empoderamento feminino, bullying, relação mãe e filha, e a busca da autoaceitação. Sob um céu estrelado e ao som de Dolly Parton, questões como o primeiro beijo, a melhor amiga, a perda de alguém que amamos demais e “estou acima do peso e ninguém tem nada com isso” fazem de Dumplin’ um sucesso que mexerá com o seu coração. Para sempre. Gorda assumida, Willowdean Dickson (apelidada de Dumplin’ pela mãe, uma ex-miss) convive bem com o próprio corpo. Na companhia da melhor amiga, Ellen, uma beldade tipicamente americana, as coisas sempre deram certo... até Will arrumar um emprego numa lanchonete de fast-food. Lá, ela conhece Bo, o Garoto da Escola Particular... e ele é tudo de bom. Will não fica surpresa quando se sente atraída por Bo. Mas leva um tremendo susto quando descobre que a atração é recíproca. Ao contrário do que se imaginava – a relação com Bo aumentaria ainda mais a sua autoestima –, Will começa a duvidar de si mesma e temer a reação dos colegas da escola. É então que decide recuperar a autoconfiança fazendo a coisa mais surreal que consegue imaginar: inscreve-se no Concurso Miss Jovem Flor do Texas – junto com três amigas totalmente fora do padrão –, para mostrar ao mundo que merece pisar naquele palco tanto quanto qualquer magricela.
Jovem adulto / Literatura Estrangeira / Romance
Resenha:

Willowdean Dickson é uma jovem acima do peso que não se deixa abalar pelas piadinhas de mal gosto e olhares atravessados dos alunos de sua escola. Will era muito madura e de bem com sua aparência, não tinha paciência e nem tempo pra dar atenção ao coleguinhas maldosos, ignorar era sua maior estratégia. 

Desde cedo Will teve o apoio de duas pessoas importantíssimas em sua vida: Sua melhor e inseparável amiga Ellen (a amiga linda e popular) e sua falecida tia Lucy (irmã de sua mãe) a culpada por fazê-la idolatrar a cantora Country e atriz Dolly Patron. Claro que ela amava sua mãe (responsável pelo detestado apelido de Dumplin) mas não concordava com as manias de querer mudar os seus hábitos. Rose a induzia fazer regimes para encaixa-la nos padrões de beleza impostos pela sociedade. E isso a enfurecia Will de tal forma que se afastava cada vez mais de sua mãe.

Após começar a trabalhar em um fast-food Willowdean conhece Bo, um jovem atraente, gentil e viril, o sonho de toda garota, não seria diferente com Will. Logo se encanta com o jeito de Bo e seus sentimentos tornam-se platônicos e recíprocos...

...Até que algo inusitado acontece. Algo que ela desejava, mas não esperava, e o inesperado a faz repensar e tomar atitudes surpreendentes e renovadoras. Tipo, entrar num concurso de beleza. O único e mais importante que acontecia anualmente na pequena cidade de Clover City no Texas. 

Ao decidir participar do concurso regional Miss Jovem Flor do Texas com um corpo além das medidas, Will leva consigo mais três amigas (e agora fãs) igualmente fora dos padrões e todos os envolvidos no evento ficam em alvoroço já que é um acontecimento inédito, principalmente sua mãe que é a atual organizadora do evento que foi pega de surpresa.


Impressões:

Este foi o primeiro livro que li em parceria com a Editora Valentina. Enquanto lia a sinopse de Dumplin, fui me envolvendo e me identificando com a história. E conhecer uma protagonista que não segue os mesmos esteriótipos de outras personagens, bonitinhas, fofinhas, meiguinhas, frágeis, sentimentais, foi o motivo suficiente pra me fazer apaixonar pela obra antes mesmo de lê-la. (Já falei aqui que adoro personagens fortes, decididas e de bem consigo mesma? Não? Estão, fica aqui minha declaração amor) Willowdean me fisgou sem anzol, usou comigo a sua habilidade de fazê-la amar pelo que ela é, por seu caráter, força e simplicidade.

Claro que não fui fisgada apenas pela Will, a autora construiu personagens incríveis e envolventes. Não tem como deixar de citá-los nesta resenha, pois todos são essenciais para o desenvolvimento da obra, principalmente especiais na vida de Will. Os antagonistas não chegam a serem insuportáveis ou incrivelmente maus, simplesmente porque temos uma protagonista extraordinariamente forte e independente!  

Ellen, a amiga de infância de Will, ao mesmo tempo que elas tem tudo a ver uma cm a oura, também podem ser tão diferentes, mas nem por isso deixar de se amar. Ela é tipo o alicerce na vida de Dumplin, conhece sua fraquezas e torce por suas vitórias. É àquela que está presente em todos os momentos, inclusive quando a tia de Will se foi, ambas tiveram o prazer de conhece-la e juntas se apaixonaram pela cantora country Dolly Patron, ídolo de sua tia. A amizade de Dumplin e Ellen é de dar inveja, e claro isso atrai invejosos.

Bo, que que isso homem?! É o tipo de rapaz pra se apaixonar e causar inveja (novamente) Bo não surgiu na historia a toa, é claro que ele vai esquentar e ser o responsável pelas mudanças de Will. Ao mesmo tempo que Willowdean o deseja, ela o afasta, pois começa a se questionar. A jovem segura de si que inicialmente fomos apresentadas dá vida a outra jovem que fica insegura quanto ao direito de ser feliz ao lado de alguém tão diferente, como ela gorda pode se envolver com alguém tão belo e cobiçado? É evidente que a gente vai torcer muito pra que tudo dê certo, até surgir Mitch.
"Fazer bem uma coisa não significa que se tenha de fazê-la. Só porque é fácil não quer dizer que seja certo." Pág 167
Mitch é o tipico jogador de futebol americano, na verdade é o zagueiro gigante, ombros largos e popular. No entanto, ele prefere a discrição e isola-se para não chamar muita atenção (Coisa impossível com o tamanho que tem). Aos poucos vou gostando do  personagem, ele é muito na dele e um forte candidato ao coração de Willowdean. É nessa hora que a gente fica dividida e não sabe pra quem torcer. *risos

Poderia passar horas falando de cada personagem desse livro delicioso, as novas amigas de Will, Millie, Amanda e Hanna. O trio dos horrores que resolveu seguir os passos de Dumplin e inscreverem no concurso mesmo não sendo "perfeitas". Adorei cada uma. A própria mãe de Will, apesar de aparentar uma chata, ela é o que é por amar a filha e age muitas vezes "errado" por já ter vivido algo ruim no passado e não quer que a filha sofra como ela sofreu. Ela foi  igualmente gorda e conseguiu emagrecer. Beleza, mas não lhe dá o direito de exigir o mesmo da filha, de alguma forma ela está sendo gordofóbica. Eu entendo ela, mas acho que deveria dar créditos à filha, Will é forte!

Fechei o ano lendo um livro fascinante com 329 páginas, divididos em 71 capítulos curtinhos deixando o livro mais rápido de ser devorado e com uma narrativa em primeira pessoa super fluida e divertida, já que Dumplin tem muito sarcasmos nas veias.  Diversão garantida!

No geral, este livro além de nos trazer muitos momentos de prazer e divertimento, é um livro pra se refletir, muitas pessoas se sacrificam por esse estereótipo de beleza ideal e acham que todos devem seguir seus exemplos, quem não os segue são taxados de anormais, são excluídos, prejudicados, o preconceito muitas vezes vem em massa fazendo a vítima afundar num poço de depressão e mal-estar. Gordofobia cruel, qualquer tipo de preconceito é errado, temos muito que aprender pra não chegarmos a ferir outra pessoa mesmo "sem querer" Ser diferente não é errado é bom, ainda bem que existem as diferenças senão tudo seria chato, monótono, Will nos ensina isso. Willowdean dá um show de auto-confiança, claro que ela escorrega também, é normal... Mas, sobrevive.

Feliz em saber que teremos a continuação, será lançado em 2018 nos USA, espero que simultaneamente aqui no Brasil... Né Editora Valentina? Sem falar no filme, estrelado por Danielle Macdonald e Jennifer Aniston. Confesso que após saber do elenco, passei a imaginar as atrizes enquanto lia. :)

Nossa essa resenha está virando um livros de tão grande! *risos

Indico e assino embaixo, 
Boa leitura!
Nizete

Vídeo Resenha:

[Breve, ainda Hoje... Se Deus quiser e o Sony Vegas ajudar]


Sobre a autora:
Julie Murphy vive no norte do Texas com o marido que a ama, o cachorro que a adora e os gatos que a toleram. Quando não está recordando deliciosos momentos de sua vida como bibliotecária, escrevendo ou mesmo tentando recolher animais abandonados, Julie pode ser encontrada assistindo a filmes feitos para a TV, caçando a perfeita fatia de pizza caprichada no queijo e planejando sua próxima grande aventura turística. Após abandonar a profissão de bibliotecária (quanta saudade!), Julie agora é escritora em tempo integral. Seu aclamado romance de estreia se chama Side Effects May Vary.
Visite Julie em www.juliemurphywrites.com

Curiosidades:

Já comentei aqui, e creio que comentarei ainda mais vezes só pra reforçar.. rsrs
Dumplin terá sua versão cinematográfica em 2018 protagonizada pela atrizes Danielle Mcdonald (Dumplin) e Jennyfer Aniston (mãe de Dumplin), breve voltarei com mais noticias e o elenco completo pra vocês.

Além disso, estou muito ansiosa pela continuação "Puddin" que tem como previsão de lançamento nos USA em maio de 2018. Espero sinceramente que a Valentina lance simultaneamente aqui no Brasil.😉

Então, 2018 será o ano de Dumplin em todos os gêneros! Aguardem!!




2 comentários:

  1. Oi Nizete.

    Estou bem curiosa para ler este livro, pois tem uma capa maravilhosa e sua resenha despertou muito interesse por ele. Ainda mais sabendo que a história contém divertimento, mas faz refletir também. Com certeza vou adicionar na minha lista de desejos para 2018.

    Bjos

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  2. Nossa, que resenha maravilhosaaaa!
    Lembrei de uma obra da Meg Cabot, chamada tamanho 42 não é gorda, já leu? Tem uma abordagem parecida, e é super bacana. Fiquei morrendo de vontade de ler esse livro, com certeza vai pra minha lista desse ano!

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Bjão
Equipe Cia do Leitor